+351

This project, presented in diptychs, conceptually provides the communicative duality between”. Communication enhanced by the photographic apparatus is a camera of a mobile phone. A “callbetween images dispersed in everyday life, giving an existential burden to +351.

Este projecto , apresentado em dipticos, confere conceptualmente o binómio comunicativo “entre”. Uma comunicação reforçada pelo aparelho fotográfico ser uma câmara de um telemóvel. Uma “chamada” entre imagens dispersas no quotidiano, conferindo uma carga existencial a +351.

(Nokia C2 – 01)

001s 002s 003s 004s 005s 006s 007s 008s 009s 010s

Estas fotografias foram captadas com um telemóvel (Nokia C2-01) durante o ano de 2014.

Até 2014 nunca tinha fotografado com um telemóvel. A presença de um aparelho quase “rudimentar” (no universo das câmaras fotográficas dos telemóveis actuais) permitiu-me, então, uma liberdade técnica que me fascinou e sobretudo me libertou. Esta liberdade na operação e conceito do acto fotográfico sobrevalorizou o estado de “ver” e reflectir sobre os assuntos procurando a luz aglutinada ao enquadramento. (uma mudança no enquadramento poderia levar a uma drástica mudança de luz, em alguns casos, algo que pode ser dominado com outros aparelhos fotográficos).
A fotografia comunica, o aparelho de captação de imagem que utilizei, é per si um aparelho comunicador. Assim surgiu este projecto baseado na funcionalidade (bi)comunicativa.(sendo que para haver o fenómeno comunicativo tenham de existir pelo menos duas entidades.)
+351 é uma possivel intenção desta linguagem comunicativa, podendo as imagens, aqui, funcionar como emissor – receptor , como funcionam no acto fotográfico com o fotógrafo e motivo(s) fotográfico , entre as fotografias apresentadas em diptícos e mais tarde com o(s) observador(s) e a fotografia(s) . A ideia de comunicação,  e do espaço / tempo necessário para que esta ocorra, foi-se traduzindo nesta pesquisa fotográfica, que materializo com diptícos. No espaço entre as fotografias realiza-se também a comunicação, assim como no aparelho telefónico, ou em qualquer tipo de comunicação, mesmo ao nivel celular. O motivo fotográfico é um registo não encenado, nas ruas do Porto, valorizando a subjectividade do meio fotográfico, subjectividade ainda maior quando enquadrado em territórios duais. O encontro com situações do quotidiano, conferindo uma carga existencial com a minha procura autoral, dão corpo a este trabalho. Mais objectivamente existe uma “chamada”, uma comunicação, entre a condição humana e a natureza, entre o tempo que modifica o(s) espaço(s) e entre a visao humana, com o aparelho fotográfico,  que transforma a realidade.
A estética fornecida pela reduzida resolução da câmara, sublinham o valor do ruído na massificação da comunicação nas sociedades actuais.
A constante revolução tecnológica das câmaras fotográficas com cada vez mais resolução, reforçou a ideia desta linguagem fotográfica “rude” e sem complexidades técnicas.
Esta ideia está inserida num projecto que tenho vindo a desenvolver ao qual me apropriei do conceito científico de Synapse. Este projecto que apresento é uma ramificação independente deste “todo” referido pelo conceito acima citado, que realizo numa procura autoral.

(Synapse será livro de autor, num futuro próximo)

2015